7 de Julho de 2010

amores difíceis

Longamente labuto, abrindo os braços
a toda a largura dos braços. abraços
esquecidos subindo a bainha do corpo.
abraços desconhecidos abarcando as naves
e seus naufrágios, baralhados os meridianos
de todos e cada um dos meus oceanos.
Que posso eu mais do que a largura do corpo.
que posso eu mais, vivendo num mapa,
do que navegar o silêncio do esquecimento global.

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