Nomear as fímbrias mínimas da matéria
e ver a alma das pedras em pintura, etérea.
Ver o primeiro instante, que persiste e nos persegue:
separação em espaço e senso, rasgo tenso adrede.
Conhecer a máquina da dor, crua e térrea,
como astronomia da vontade. Essa, quere-a,
oleada, o inimigo, como dádiva. A contagem das almas
é o monstro equilátero, famelicamente perfeito,
que como ausência hoje insiste e arde, dentro, no peito.
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